Raphael Lukas
O Instituto Vivo em parceria com o Projeto Saúde e Alegria promoveu neste sábado, 3, a Oficina Digital com a Impressa. O encontro aconteceu no auditório central da FIT, onde participaram jornalistas e acadêmicos da área. A palestra foi dirigida por Hely Costa, educador de arte, animação e coordenador do Arte Favela, projeto cultural que visa ocupar a mente de jovens das favelas mineiras com a arte e animaçã. A oficina ou bate papo como preferiu definir Hely, tratou das novas tecnologias que estão surgindo e como estas podem ser utilizadas no jornalismo.
Cada vez mais as emissoras de televisão, rádio e as mídias impressas, jornal e revistas estão aderindo às tecnologias que facilitam a comunicação entre equipes além da troca de materiais. O celular que há alguns anos atrás era uma ferramenta que servia apenas para telefonar, hoje se transformou em um objeto multiuso com uma qualidade que vem se confundindo com os materiais específicos utilizados nos mobiles, como câmeras e computadores.
O conhecimento das ferramentas, que estão cada vez mais ganhando espaço pode significar um passo na rapidez das trocas de informações entre as equipes jornalísticas e de contato com os leitores, ouvintes ou espectadores das mídias. Foi citado na palestra o papel do público no fornecimento das informações e a importâncias do mobiles (celulares multiuso) nessa relação. Foi discutido também o papel dos jornalistas nesse novo mercado e como eles devem se adequar, assim como as empresas jornalísticas.
Foram apresentados métodos de como divulgar os trabalhos individuais dos jornalistas, como o site de vídeos Quik (www.quik.com) e World Tv (www.worldtv.com). O primeiro exibe vídeos ao vivo na internet conectado ao celular, que possue câmera - o segundo é um site tanto do armazenamento dos trabalhos quanto de exibição ao vivo. Foi debatido também como, com o surgimento dessas tecnologias, pessoas comuns podem se tornar jornalistas “free lances” e colaborar com informações importantíssimas aos veículos de comunicação o que em Santarém ainda pouco explorado.” É fundamental principalmente para a área de comunicação entender as novidades” cita o palestrante.
Durante a palestra se percebeu uma limitação na utilização dessas tecnologias referente à conexão da internet na cidade que ainda é lenta. Em Santarém o sinal da Vivo chega a 1MB de velocidade enquanto que para a transmissão de vídeos on line necessita-se de 4MB de velocidade. A respeito dessa questão Hely diz “Só dos jornalistas entenderem o que está acontecendo no mundo em tecnologia já é importante. Tudo está acontecendo muito rápido. Quando a internet funcionar de acordo com essas tecnologias eles já irão saber usar as novidades. Muitas vezes a internet não permite que se enviem vídeos, mas pode-se enviar fotos ou fazer transmissões ao vivo como é feito no rádio e televisão”.
Cabe aos veículos se adequarem às tecnologias para facilitarem seus serviços de acordo com o que é fornecido no momento. Como cita Hely “O importante é saber que o celular que é uma ferramenta que está sempre com agente não serve apenas para falar e ouvir, mas sim para muitas coisas as quais o mobile favorece” afirma.
O evento foi marcado para ser no auditório da Associação Comercial de Santarém, mas mudou de local, no sábado do evento, para o auditório central da FIT. Por meio de aviso impresso na porta da Aces os participantes foram avisados sobre mudança.
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