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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Neutralidade estratégica?

Andressa Aguiar
É não foi nesse turno que o ditado "Quando não se pode com o inimigo une-se a ele" se pôs em prática. (rsrs). A legenda SEJA + 1 arrebatou 19,33% do eleitorado brasileiro, foram no total 19.636.359 pessoas que digitaram o 43 nas urnas eletrônicas em todo o país, ainda pouco para o foco do Partido Verde à Presidência da República, não obstante foi a eleição mais acirrada (pelos que sempre ganham e a surpresa nacional) da qual lembro, desde que me interessei de fato pelo assunto política.
E mesmo o gráfico ainda insuficiente para uma vitória presidencial, a candidata ex presidenciável (por enquanto), lendária, foi nas últimas semanas a carta na manga do Tucano e da filha de papai Lula, mas ambos não esperavam pelo muro que a Super Marina construiria diante das faces dos já citados acima. Declarando se neutra nas eleições do 2º turno, Marina apenas impediu que uma média de 19.636.359 dedinhos brasileiros se inclinassem nas urnas e influenciados por ela, elegessem o futuro rival da candidata ecologicamente correta, tardando em nós ainda mais a dúvida entre o sujo e o mal lavado.
A linda cena da querubim do verde lendo um recadinho para Dilma e Serra na mídia brasileira, tirou a esperança de tais em ganhar fácil. Mas isso tudo é excesso de bondade ou estratégia de futuro?
Afinal, 2014 ano de Copa, de eleições (se o mundo não acabar dois anos antes), do retorno triunfal de uma candidata que caiu no gosto de quase 20% do eleitorado nacional, seria muita ousadia concorrer com alguém que foi ao poder com um impurrãozinho de mão verde, não seria?
E ainda tem gente que vai votar no Plínio!
Portanto quando o Censo eleitoral lhe perguntar qual é sua cor, responda se: Vermelho, Azul ou Branco, mas com pretenções de se tornar Verde!!!

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