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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Um recado aos meus colegas jornalistas


Raphael Lukas

“Jornalista, não fique em cima do muro fique em cima da notícia”. Essa é a frase que tem escrito na redação do Jornal de Santarém e Baixo Amazonas, onde trabalho. Essa frase está escrita acima dos computadores, em um local onde se por algum acaso estivermos escrevendo algo com imparcialidade, certamente iremos olhar para a placa e cairá um peso em nossa consciência.

A formação de opinião no jornalismo é essencial, porém não se pode fugir da verdade para que se convencer alguém do que se pensa. Na verdade quando se fala em “ficar em cima do muro” faz-se referencia à omissão. Omitir no jornalismo é o mesmo que mentir, diferente da vida cotidiana. Muitas vezes omitimos certas frases, certas verdades, para escaparmos de situações complicadas, mas essa prática deve ficar do lado de fora da redação.  Já “ficar em cima da notícia”, na minha visão tem dois sentidos. O primeiro é apurar o que se escreve, saber se é verdade. Já vi situações em que certos jornalistas escrevem o que não têm certeza por preguiça de apurar. O segundo sentido se trata de se colocarem uma posição mais imparcial possível, já que é descartada a idéia de que exista imparcialidade completa.

O jornalista não é e nem deve ser um robô, repetitivo e extremamente informativo, pois antes  de ser profissional é ser humano. Sabe-se também que praticamente todos os veículos de comunicação tendem à imparcialidade segundo seus interesses, Isso envolve muitos fatores que no final se resumem em duas palavras, política e dinheiro, mas por outro lado o bom profissional deve sempre pensar no serviço que ela faz para o público e não para o serviço que ele presta ao veículo em que trabalha. Se não este virará uma marionete nas mãos do seu patrão, principalmente se a ética não for um comportamento comum do chefe.

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