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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Felicidade - por decreto!

Andressa Aguiar
A Comissão de Constituição do Senado aprovou na semana passada a tal da PEC da felicidade. rsrsrs - os risos representam minha imensa 'contentação com a lei', aff.
Trata-se de uma Proposta de Emenda Constitucional que altera um dos artigos do conjunto de leis máximas do país. O trâmite obrigatório no Congresso para mudar o texto ainda não está concluído, mas, se for sancionado, o novo texto incluirá uma inusitada expressão entre as obrigações do Estado de prover os direitos básicos do cidadão. Diz a nova redação o seguinte: "são direitos sociais, essenciais à busca pela felicidade, a saúde, a educação, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados".
A iniciativa deu margem a piadas, gracinhas as mais variadas, comentários irônicos tipo "agora vai", mas faz pensar sobre uma questão essencial a todos nós: o que nos faz felizes?
Quando o assunto é bem estar coletivo, um sentido de nação simples e óbvio precisa vigorar, e esse sentido é o do amparo.
Fico me perguntando se será incluído na lei a desigualdade social, não com o negro ou com homossexual, e sim com o pobre - que ainda é no Brasil, o mais descriminado.
E a roubalheira no Congresso que é escancarada todos os dias nos noticiários, acabarão?
A política deixará de ser para muitos uma profissão - ainda por cima pública?
A água chegará a minha torneira todos os dias?
Bom, se no mínimo esses itens não não estiverem como essenciais na nova "lei", lamento informar Sr. Senador, mas tá f... de eu estar feliz!
Porém externo que minha maior felicidade agora, seria perguntar ao senador Cristovan Buarque (PDT/DF) se já que o Estado tem a obrigação de garantir a felicidade, ele também poderia ser responsabilizado pela infelicidade das pessoas?
E então, o que vocês acham?

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