Raphael Lukas
Quando criança , normalmente com uma mente fértilísima, sonhava o que nenhum moleque brasileiro sonha, ser jogador de futebol.Felizmente esse sonho foi efêmero, tanto que hoje sou um grande "perna-de-pau".
Não tinha incentivo do meu pai.O que me desestimulava...Por outro lado minha mãe foi quem comprou minha primeira bola( sem ser aquelas que furam por qualquer coisa) e também quem cedia a televisão para eu assistir aos jogos do Flamengo.Na escola não havia aulas de educação física, porém todos os dias nossos recreios eram uma aula.
Não entendia o total desinteresse do meu pai pelo futebol. Isso me envergonhava às vezes, pois ele era motivo de chacota entre seus amigos e alguns até duvidavam de sua masculinidade.
Minha maior vontade era assistir a uma partida de futebol em um dos estádios de Belém.Meu pai depois de muito tempo de insistência minha e de muita embromação da parte dele, decidiu me levar.
Mangueirão lotado, uma partida histórica, final do parazão, "Re x Pa".Meus olhos brilhavam vendo as torcidas organizadas e me arrepiava ouvir os gritos das torcidas.Enquanto isso, meu pai bebia cerveja , na tentativa de fazer o tempo passar mais rápido.
Até esse momento nada mudava meu pensamento de ser um grande craque,mas aos poucos fui conseguindo entender meu pai.
No primeiro gol uma multidão de homens suados e fedorentos começaram a se agarrar e pular como malucos(chamam isso de comemoração). Não entendia nada do jogo, só percebia que acontera um gol quando esse evento se repetia e meus ouvidos só faltavam estourar com os gritos ensurdecedores da torcida.
No final do primeiro tempo, quando procuramos algo para comer, a única coisa que encontramos foi um "churrasquinho de gato" com farinha e colher comunitária.
Ao retonarmos para assitir ao segundo tempo, um amigo do meu pai , daqueles que costumavam tirar sarro dele levou um saco de mijo na cabeça, jogado por um torcedor rival que estava na arquibancada superior.Meu pai se abaixou até chegar à minha altura e confessou, sorrindo: "Um dia isso aconteceu comigo".Desde esse dia ele nunca mais foi a um campo de futebol e eu não tenho a mínima vontade de voltar.
Não tinha incentivo do meu pai.O que me desestimulava...Por outro lado minha mãe foi quem comprou minha primeira bola( sem ser aquelas que furam por qualquer coisa) e também quem cedia a televisão para eu assistir aos jogos do Flamengo.Na escola não havia aulas de educação física, porém todos os dias nossos recreios eram uma aula.
Não entendia o total desinteresse do meu pai pelo futebol. Isso me envergonhava às vezes, pois ele era motivo de chacota entre seus amigos e alguns até duvidavam de sua masculinidade.
Minha maior vontade era assistir a uma partida de futebol em um dos estádios de Belém.Meu pai depois de muito tempo de insistência minha e de muita embromação da parte dele, decidiu me levar.
Mangueirão lotado, uma partida histórica, final do parazão, "Re x Pa".Meus olhos brilhavam vendo as torcidas organizadas e me arrepiava ouvir os gritos das torcidas.Enquanto isso, meu pai bebia cerveja , na tentativa de fazer o tempo passar mais rápido.
Até esse momento nada mudava meu pensamento de ser um grande craque,mas aos poucos fui conseguindo entender meu pai.
No primeiro gol uma multidão de homens suados e fedorentos começaram a se agarrar e pular como malucos(chamam isso de comemoração). Não entendia nada do jogo, só percebia que acontera um gol quando esse evento se repetia e meus ouvidos só faltavam estourar com os gritos ensurdecedores da torcida.
No final do primeiro tempo, quando procuramos algo para comer, a única coisa que encontramos foi um "churrasquinho de gato" com farinha e colher comunitária.
Ao retonarmos para assitir ao segundo tempo, um amigo do meu pai , daqueles que costumavam tirar sarro dele levou um saco de mijo na cabeça, jogado por um torcedor rival que estava na arquibancada superior.Meu pai se abaixou até chegar à minha altura e confessou, sorrindo: "Um dia isso aconteceu comigo".Desde esse dia ele nunca mais foi a um campo de futebol e eu não tenho a mínima vontade de voltar.
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